Embora a visita ao Sul de Minas tenha sido rápida, a ministra da Agricultura Tereza Cristina conseguiu visualizar o estrago nas lavouras cafeeiras deixado pela geada da última terça-feira (20), considerada a mais forte na região dos últimos 27 anos. “Quando eu recebi os relatos da geada do dia 20 de julho, eu fiquei muito preocupada. Eu sei o esforço para produzir e a frustração de perder a plantação num ano com boas previsões de valores. Viemos aqui para ver, ouvir e achar soluções em conjunto, sentarmos à mesa para identificarmos uma solução, que não será única. A geada pegou pontos diferentes e, por isso, vamos trabalhar em uma solução para as perdas grandes, totais, médias e pequenas. Em conjunto com o estado de Minas Gerais, prefeitos e cooperativas nós vamos chegar à solução”, disse a ministra ao prestar solidariedade aos produtores, também, em nome do presidente Jair Bolsonaro. Tereza Cristina pediu para que os produtores forneçam dados detalhados sobre as perdas, para ajudar na elaboração das políticas públicas necessárias para o setor. “O levantamento que será feito pelas equipes técnicas do estado, pela nossa equipe da Conab será fundamental para se construir uma política para a região. Pedimos para os produtores que eles nos forneçam os dados corretamente, fotografem as suas lavouras neste momento e que todo mundo fique tranquilo porque juntos vamos achar um caminho para sair dessa situação de perdas que a geada nos trouxe”. A ministra frisou que o governo vai ajudar a encontrar soluções, principalmente para os pequenos produtores. “Vamos sentar com as cooperativas, com os bancos, o Ministério da Agricultura tem o Funcafé que é um dinheiro da cafeicultura. Com essa perda avaliada, vamos ver como podemos ajudar os produtores, principalmente os pequenos, que são os que têm menos recursos para se reerguer”, pontuou. Antes da reunião, realizada no Sindicato Rural de Alfenas, Tereza Cristina e demais autoridades estaduais visitaram a lavoura de café da Fazenda Primavera para verificar de perto as perdas na produção do grão. A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Ana Maria Valentin, afirmou que o governo estadual fará um levantamento da atual situação de cada lavoura atingida: “de primeira ordem, o que o estado pode fazer é um laudo bem feito, honesto, que mostre realmente o que cada produtor perdeu para saber quem sofreu mais e o que cada um irá precisar, um laudo que dê segurança para todos os envolvidos no processo”. Acompanharam a ministra na reunião o deputado federal Emidinho Madeira (PSB-MG), presidente da Frente Parlamentar do Café; o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, e o diretor de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese; o presidente da Emater, Otávio Maia; o presidente do Sebrae, Carlos Melles; o presidente do Conselho Nacional do Café, Silas Brasileiro; o presidente da Cocatrel, Marco Valério Araújo Brito; o vice-presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais – CCCMG, Ricardo Schneider; a diretora executiva da Associação de Cafés Especiais – BSCA, Vanusia Nogueira, além de prefeitos, vereadores, produtores de café e representantes do setor também participaram do encontro. O prefeito de Três Pontas, Marcelo Chaves Garcia, falou em nome dos gestores municipais presentes no encontro de emergência. (Fonte: Sintonizeaqui.com / Com informações complementares e fotos: MAPA) / (Reprodução Frente Parlamentar do Café).