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Cafeicultores estão em alerta com o enchimento de grãos diante da onda de calor no Brasil. Minas Gerais, o maior produtor de arábica do país, é um dos Estados onde as lavouras estão ‘expressando’ graves consequências. Uma delas pode ser a necrose das folhas, segundo Marcelo Jordão, engenheiro-agrônomo e pesquisador da Fundação Procafé, que explicou em um boletim técnico que temperaturas excessivas podem causar danos do tecido foliar e queima da folhagem. “A exposição prolongada ao calor extremo compromete a estrutura das folhas e reduz sua eficiência fotossintética”, explicou. As temperaturas superiores aos 35ºC graus, além do estresse hídrico, influem na captação e absorção de luz pela planta, aumentando o volume de deformações nos frutos e, com isso, a perda de qualidade da safra 2025/26. O impacto é mais severo em lavouras com floradas tardias, comuns neste ano devido ao atraso das chuvas. Para atenuar potenciais perdas, Jordão destacou que ainda há tempo de aumentar as práticas de manejo integrado, que podem incluir uso de protetores solares, checagem do nível de nutrientes do solo, regulagem de adubação, irrigação, entre outras ações que reduzem o extremo térmico. (Fonte: Isadora Camargo / Globo Rural / Foto: Emater/Mg Divulgação).