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A colheita de café está na reta final no Sul de Minas, mas produtores enfrentam um cenário de rendimento abaixo do esperado. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os grãos colhidos nesta safra estão mais leves, exigindo mais café beneficiado para formar uma saca de 60 quilos. A Fundação Procafé estima que 86% dos cafeicultores já finalizaram a colheita. A maioria dos produtores agora está na fase de varrição, recolhendo grãos que ficaram no chão da lavoura. De acordo com o Cepea, a média normal para fechar uma saca de café beneficiado varia de 7 a 8 “saquinhos” (medida usada no campo). Neste ano, há relatos em Minas Gerais e no interior paulista de produtores precisando de até 12 saquinhos para completar a mesma saca. Pesquisadores apontam que o baixo volume de chuva e as temperaturas acima da média durante o outono e o inverno de 2024 deixaram as lavouras debilitadas. A situação piorou com a menor pluviometria registrada entre meados de fevereiro e março deste ano, justamente no período de granação e maturação dos frutos. Para o corretor de café Paulo Roberto Mendes, a quebra é evidente, embora ainda não haja um número oficial. Segundo ele, o mercado já sente o impacto. “A quebra é real. E nós não temos ainda um número concreto ainda porque estamos na finalização e levantando café de varrição. Mas está precisando mais café para preencher uma saca de café. É climático mesmo. Uma seca e vários outros fatores também”, disse. (Fonte: G1 / Foto: Reprodução EPTV).