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Nem palco, nem teatro, nem praça. Há 50 anos, o lugar da música para a família Tiso, em Três Pontas (MG), é o cemitério da cidade. Diante do túmulo familiar, músicos de diferentes gerações se reúnem para manter uma promessa: transformar luto em serenata. A história começou em 1975, quando Mário Tiso morreu no Dia das Mães. Antes de partir, fez um pedido inusitado ao sobrinho-neto: queria uma serenata diante de seu túmulo. No mês seguinte, familiares e amigos entraram no cemitério com violinos e violões e cumpriram o desejo. Nascia ali uma das tradições musicais mais singulares do país. “Ele dizia sempre: ‘quando eu morrer, quero que seja feita uma serenata em frente onde eu fui sepultado’. E daí começou essa tradição de fazer a serenata no túmulo da família Tiso”, recorda Lucimar Tiso Veiga, aposentada. De lá para cá, a Serenata dos Tiso se repete ano após ano. Não há ensaio, repertório fechado ou data fixa. O encontro é espontâneo, como a própria vida. Só uma canção é obrigatória: “A Lenda do Beijo”, a preferida de Mário. Além de manter viva a memória de Mário Tiso, a serenata também relembra outros nomes da família que se tornaram referência musical. Entre eles está o pianista, maestro e arranjador Wagner Tiso, parceiro de Milton Nascimento e um dos grandes nomes da música brasileira, nascido em Três Pontas. (Fonte: G1 / Foto: Reprodução EPTV).