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O principal tema de debate entre os vereadores foi a reforma do prédio do Legislativo. Embora os parlamentares tenham elogiado o presidente Myller Bueno de Andrade (PSD) pela revitalização da estrutura, houve críticas à sua decisão de fechar o portão do estacionamento e criar uma entrada lateral para pedestres. O primeiro a se manifestar foi o vereador Antônio Carlos de Lima (Antônio do Lázaro – PSD), que disse ter sido abordado por cidadãos questionando a medida. Para ele, a decisão foi discricionária do presidente da Casa, mas não concorda que o acesso direto da população à “Casa do Povo” seja restringido. O vereador Geraldo José Prado (Coelho – PSD) também protestou, ainda antes de sua fala na tribuna. Na visão dele, a Câmara “perde mais uma vez” ao trancar os vereadores no prédio, comparando à época em que o Legislativo deixou de emitir carteiras de identidade. Coelho acrescentou que a população deveria continuar podendo utilizar o estacionamento. Roberto Donizetti Cardoso (PL) também se posicionou contrário, embora tenha destacado que respeita a decisão da presidência. Myller, por sua vez, respondeu a todos os questionamentos, assumindo integralmente a responsabilidade. Ele garantiu que o acesso da população permanece livre — com possibilidade de utilizar banheiros, tomar café na recepção e buscar atendimento —, mas agora pela entrada lateral com interfone, o que garante controle ao espaço privativo do estacionamento. Segundo ele, a medida evita transtornos e bloqueios de veículos. A decisão, tomada há cerca de 20 dias, ganhou maior repercussão quando foi comunicada oficialmente no grupo de vereadores por meio de áudio. Myller reconheceu que mudanças geram desconforto, mas ressaltou que a reforma estrutural e a revitalização trouxeram vida e identidade ao prédio da Câmara. (Correio Trespontano / Equipe Positiva).