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O setor da construção civil em Três Pontas vive um momento de grande desafio: o ritmo acelerado de obras públicas e privadas por toda a cidade, refletindo o aquecimento da economia local, e a dificuldade para contratar mão de obra especializada como pedreiros, serventes, eletricistas, encanadores, entre outros. Para Thiago Vilela de Oliveira, da Vinhas Engenharia, essa escassez não é um fenômeno recente, mas tem se agravado nos últimos dois anos. “A dificuldade em encontrar mão de obra qualificada sempre existiu, mas antes bastava oferecer um pagamento melhor para conseguir bons profissionais. Hoje, mesmo com boas condições, o problema é outro: a informalidade. Muitos preferem não ter registro em carteira para não perder benefícios sociais como o Bolsa Família”, explica. A mesma realidade é observada por Fabiano Gomes, engenheiro responsável pela Gomes e Brito Engenharia, que atua na construção do novo Pronto Atendimento Municipal (PAM), em parceria com a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Ele confirma que a falta de trabalhadores tem causado atrasos significativos. “Nosso cronograma está extremamente comprometido. Temos dificuldade para contratar, principalmente serventes e pedreiros. Quando conseguimos, muitos se recusam a formalizar o vínculo empregatício por medo de perder benefícios governamentais”, relata. (Fonte: Equipe Positiva).