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A cotação da saca de café ultrapassou os R$ 2 mil no final de novembro, pela primeira vez na história. E alguns fatores estão por trás dessa alta. Um deles é a estiagem que afetou bastante as lavouras, principalmente no Sul de Minas, reduzindo a produtividade. Mas outro fator é o mercado externo, que também impacta no preço. “Quando a gente fala do cenário interno, a gente tem que falar da bolsa de Nova York, termômetro de precificação para café no mundo, que está atingindo níveis recordes, acima dos 320 centes por libra peso, e isso em função do quadro fundamental. Nós temos um cenário de oferta restrita diante das adversidades climáticas que o Brasil vem enfrentando, que o Vietna também enfrentou, com impacto negativo na safra”, explicou João Marcelo Oliveira de Aguiar, que é professor do Centro de Excelência da Cafeicultura e também superintendente da Fundação Procafé. Ainda segundo o especialista, há ainda um cenário de níveis alarmantes de estoques a nível global e uma demanda que segue aquecida diante um consumo cada vez mais resiliente e cada vez mais crescente. “Quando a gente fala de recorde de exportação, muitas pessoas podem ter uma impressão equivocada que esses recordes eles estão sendo originados por um excesso de oferta, mas não, nós temos uma oferta restrita e esses recordes de exportação eles estão sendo originados por uma demanda super aquecida”, disse o especialista. (Fonte: G1 / Foto: Reprodução).