Clique aqui e acesse a central de assinante
No retorno aos trabalhos legislativos do segundo semestre, nesta segunda-feira (03), o assunto que dominou a sessão foi a divulgação de um suposto desvio de recursos públicos na Prefeitura Municipal de Três Pontas, revelado pela própria Administração Municipal durante a tarde. A notícia surpreendeu vereadores e servidores, repercutiu rapidamente na cidade e passou a ser o principal tema dos pronunciamentos no Plenário Presidente Tancredo Neves. Os parlamentares defenderam transparência na apuração, cautela quanto à responsabilização dos envolvidos e rigor nas investigações. “Espero que os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível e que toda a população seja informada sobre o andamento das investigações”, declarou o vereador Geraldo José Prado, o “Coelho” (PSD). Já o vereador Francisco Fabiano Diniz Júnior (Professor “Popó” – PSB) revelou que estava ao lado do prefeito Luisinho no momento em que ele recebeu a informação sobre o caso. “Na minha opinião, ele tomou a atitude correta e precisamos aguardar a conclusão para constatar de fato o que houve”. O presidente da Câmara, Myller Bueno, afirmou que todos os vereadores já têm conhecimento do caso e acompanham a situação. Segundo ele, o Legislativo está atento aos desdobramentos e, caso seja necessário, poderá até criar uma comissão para acompanhar a apuração das supostas irregularidades. O vereador Rodrigo Alexandre Silva (União Brasil) fez um pronunciamento técnico sobre o caso, destacando que o momento exige responsabilidade e respeito às garantias legais. “Aqui ninguém está fazendo juízo de culpa. O que está sendo apurado é que, diante de uma auditoria realizada na Secretaria Municipal de Fazenda, constatou-se possíveis desvios de recursos públicos, efetuados por um servidor (a) concursado (a). O material já está em posse da Polícia Civil, que apreendeu os extratos bancários, e a investigação está em andamento. No momento em que o Município detectou essa possível fraude, acertadamente a Procuradoria-Geral e o prefeito Luisinho afastaram cautelarmente o servidor para que não tivesse acesso às investigações, preservando as provas e os elementos investigativos. Isso tramita na Delegacia”. E completou: “A Polícia Civil fará o trabalho com zelo, doa a quem doer.” (Correio Trespontano / Equipe Positiva).