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A colheita de café chegou a cerca de 68%, percentual inferior ao registrado no mesmo período dos dois anos anteriores. Segundo especialistas, o avanço mais lento não indica problemas na safra, mas sim um comportamento mais próximo do ciclo natural da cultura, favorecido por condições climáticas diferentes das observadas recentemente. O levantamento considera propriedades do Sul de Minas, das Matas de Minas, do Cerrado Mineiro e da Mogiana Paulista. Na mesma época, a colheita estava em 74,2% em 2025 e em pouco mais de 82% em 2024. No recorte do Sul de Minas, o índice chegou a 71,4%. No ano passado, o percentual era de pouco mais de 77%, enquanto em 2024 já alcançava 86,9%. De acordo com o engenheiro agrônomo Rodrigo Albano, as condições climáticas tiveram influência direta no ritmo da colheita. “Exatamente. O clima afeta diretamente no resultado de todas as safras. Diferente dos anos anteriores que você citou, o ano de 2025 tivemos um clima bem mais favorável à safra do café. Lógico, não teremos uma super safra, longe disso, mas tivemos temperaturas mais amenas, não tivemos ação do El Niño, e por isso a safra hoje está num andamento que deveria ser. Os anos passados tiveram aceleração devido às altas temperaturas, às questões de chuva e todos esses fatores que afetaram a safra e aceleraram esse processo de maturação”, explicou. Na reta final da colheita, a principal orientação para os cafeicultores é acelerar o recolhimento dos frutos que caíram no solo para evitar perdas de qualidade provocadas pela umidade. “Esse ano, a gente está tendo mais chuva nesse período de colheita. Então, com o excesso de umidade, a perda de qualidade desse fruto que está ali no chão é afetada. Então, quanto mais rápido o cooperado e o produtor conseguirem fazer o recolhimento desse fruto para depois o beneficiamento, melhor”, orientou Rodrigo Albano. (Fonte: G1 / Foto: Reprodução).