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Aconteceu nesta terça-feira (11), na Praça Tristão Nogueira, em Três Pontas, a ação “Grito de Mulher pela Vida”, idealizado pela advogada Dra. Eliana Braga. O evento reuniu cerca de 70 pessoas entre organizadoras, parceiras, associações e colaboradores. A iniciativa foi construída por meio de parcerias e contou com a participação de artistas, advogadas, empresas, entidades e representantes da comunidade. A música também fez parte do movimento. Ao longo do dia, quem passou pela Praça da Fonte também pôde receber orientações e conhecer os serviços e iniciativas voltados à proteção e ao atendimento de mulheres vítimas de violência. “A ação é voltada à conscientização, orientação e fortalecimento das mulheres. O nome do evento representa a necessidade de transformar o silêncio em voz diante do crescimento da violência. Enquanto mulher, a gente fala baixo, conversa, pede, explica e não acontece nada. Então, a gente precisa gritar. Nós chegamos ao ponto extremo de gritar para que não nos matem, porque a gente está morrendo pelo simples fato de sermos mulheres”, declarou Dra. Eliana Braga. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 741 vítimas de feminicídio. O dado, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, representa uma leve queda de 2,5% em comparação com o mesmo período de 2025, que contabilizou 760 mortes. O “Grito de Mulher pela Vida” deixou uma mensagem clara: combater a violência contra a mulher não é uma responsabilidade apenas das vítimas. É uma luta que exige informação, acolhimento, políticas públicas, responsabilização dos agressores e, principalmente, a participação de toda a sociedade. Na foto, a inauguração do Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização sobre o feminicídio. Confira matéria completa na edição do CT. (Correio Trespontano / Equipe Positiva).