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Após a operação realizada pela Polícia Civil no Distrito do Pontalete, em Três Pontas, a empresária Gilmara Vitor, proprietária de dois estabelecimentos comerciais na Orla, procurou a reportagem para apresentar a versão dos comerciantes sobre os fatos. Ela esteve acompanhada do advogado Dr. Paulo de Paiva Loures Neto. Segundo a Polícia Civil, comerciantes estariam furtando energia da Prefeitura. Gilmara afirma que trabalha no local há cerca de 18 anos e que os estabelecimentos fazem parte de uma atividade familiar, desenvolvida há décadas na Orla do Pontalete. Segundo ela e o advogado, a presença dos comerciantes no local remonta à época do prefeito Carlos Mesquita, quando a utilização dos espaços públicos foi autorizada e a energia elétrica era disponibilizada pela Prefeitura. Desde então, os comerciantes também passaram a contribuir para a manutenção dos espaços utilizados, cuidando do local e atendendo a população que frequenta a praia do Pontalete. Segundo Gilmara, durante todo esse período, as administrações municipais tinham conhecimento da utilização da energia elétrica pelos estabelecimentos. Ela afirma que nunca houve tentativa de esconder a situação ou de realizar uma ligação clandestina. Ao contrário, os comerciantes vinham buscando há anos uma solução para instalar os padrões individuais de energia, mas encontravam dificuldades relacionadas à infraestrutura e à própria localização dos estabelecimentos. A empresária relata que a energia fornecida pela Prefeitura era considerada precária e já não atendia à demanda dos comércios. Por isso, foram feitos diversos pedidos para regularizar a situação junto ao Município e à Cemig. A documentação apresentada pelo advogado registra as tratativas para solucionar de vez a questão desde 2001, passando por várias gestões municipais, tudo devidamente documentado. A situação começou a ser solucionada em junho de 2026, quando os postes foram instalados na região. Gilmara afirma que, após a instalação da rede, o secretário municipal de Obras, Alisson, comunicou aos comerciantes que eles teriam até 31 de agosto para regularizar as ligações. Segundo ela, o prazo foi cumprido. Gilmara afirma que a ligação de energia de um de seus estabelecimentos já havia sido realizada e que havia serviço de eletricista programado para concluir a instalação no outro ponto. Ela também apresentou documentos e conta de energia referentes ao período. A empresária diz ter ficado surpresa com a operação e considera injusta a forma como a situação foi apresentada. Para ela, os comerciantes estavam justamente seguindo as orientações recebidas do poder público e providenciando a regularização que vinha sendo discutida há anos. “A gente já estava providenciando tudo que podia para ligar a energia da Cemig, sempre de acordo com a Prefeitura e no tempo que a Prefeitura pedia”, afirmou Gilmara. Ela também destaca que nunca havia enfrentado problema semelhante durante os anos de trabalho no Pontalete e que a situação sempre foi conhecida pelas administrações municipais. O advogado Dr. Paulo de Paiva Loures Neto reforçou que, segundo os documentos apresentados, não houve uma ação clandestina dos comerciantes para obter energia, mas uma situação que, de acordo com a defesa, foi historicamente autorizada e acompanhada pelo poder público. Ele afirma que os comerciantes possuem documentação referente à utilização dos espaços e protocolos que demonstram as diversas tentativas de regularização. Dr. Paulo também questionou a necessidade da operação policial, argumentando que a situação poderia ter sido solucionada administrativamente, especialmente diante do histórico de tratativas entre os comerciantes e a Prefeitura. Gilmara afirma ainda que os estabelecimentos continuam funcionando normalmente e que o principal prejuízo provocado pelo episódio foi à imagem dos comerciantes perante a população. “O nosso prejuízo maior é perante a população, que a gente saiu taxado de estar furtando”, declarou. (Fonte: Equipe Positiva).