A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira (2), uma operação que investiga fraudes em auxílios emergenciais. De acordo com a corporação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de um investigado, em Três Pontas (MG). Ele seria responsável por difundir formas de fraudar os benefícios, além de ameaçar e divulgar dados do presidente da Caixa. Em julho, a PF abriu o inquérito para apurar invasões ao celular de Pedro Guimarães, que foi alvo de ataques e teve informações pessoais vazadas. Na época, o presidente da Caixa disse que “centenas de milhares” de contas poupança digital do banco, movimentadas pelo Caixa Tem e usadas para o crédito do Auxílio Emergencial, foram suspensas por suspeita de fraude. A investigação apurou que o alvo da operação usava dados de outras pessoas para conseguir acesso a valores do Auxílio Emergencial do Governo Federal, no valor de R$ 600. Segundo a Polícia Federal, Guimarães e seus familiares foram ameaçados depois que o presidente do banco alertou a população sobre a existência de golpes e declarou que iria intensificar as medidas para impedir a ação dos fraudadores. A operação batizada de Falso Samaritano apura crimes de estelionato, ameaça e divulgação de dados sigilosos. Segundo informações, foram realizadas buscas na casa do alvo, em um bairro de Três Pontas. No imóvel, foram apreendidos chips de celulares e outras materiais não informados pela PF. Tudo foi levado à sede da Delegacia da Polícia Federal de Varginha (MG).