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A prolongada ausência de chuvas na região da Alta Mogiana, um dos principais polos de produção de café do Brasil, está gerando sérias preocupações entre os cafeicultores. A região de Alta Mogiana fica no nordeste do estado de São Paulo, na divisa com Minas Gerais. Com mais de 120 dias sem precipitações, a região enfrenta uma das piores secas dos últimos anos, comprometendo a produção das lavouras. O problema não é recente. Desde o final do ano passado, as chuvas abaixo da média entre dezembro e janeiro resultaram em uma granação insatisfatória dos frutos. Isso levou à produção de grãos menores, o que exige uma quantidade maior para encher uma saca de café, afetando negativamente a produtividade da safra de 2024. Esse cenário tem contribuído para a alta nos preços do café nos últimos meses, já que a oferta está sendo diretamente impactada. “O problema é que a alta nos preços da saca de café é insuficiente para equilibrar prejuízo na produtividade. Infelizmente, a cada dia que passa, vemos as plantas perdendo mais frutos que seriam para a próxima safra. Ou seja, estamos perdendo parte da safra de 2025 com o passar dos dias sem chuva”, declara o produtor de café e agro-influenciador Rafael Stefani. Já o avanço da colheita brasileira é um contraponto ao movimento de alta. A Safras & Mercado disse nesta sexta (16) que o país colheu 96% da safra até o último dia 13. Os trabalhos estão acelerados em comparação com os 91% colhidos no mesmo período do ano passado e 93% da média dos últimos cinco anos. (Fonte: Agrofy News / Globo Rural / Foto: Reprodução).