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A emergência climática e o aumento na demanda pelo café arábica encareceram o pó de café no Brasil. Apesar do aumento nos preços, poucos produtores tiveram lucro. Um levantamento feito pelo grupo Unis apontou que o preço do café aumentou 47,78%. O dado foi obtido em comparação com o mesmo período do ano passado. A diminuição da produção de café na variedade conilon em países asiáticos diminuiu a oferta mundial e aumentou a demanda pelo arábica. Além disso, fatores climáticos também interferiram na próxima safra. “A indústria tem que repassar esse aumento para o preço final do produto e há também um aumento muito forte nos insumos que são usados na produção”, explica o economista da Unis Pedro Portugal. A Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), recebeu 1,760 milhão de sacas neste ano. Apenas no mês passado, a cooperativa exportou 346.400 sacas de café para 53 países. “Nós já vendemos o equivalente à produção de 2023 inteira e mais um pouco do estoque que tínhamos”, afirma Jacques Fagundes Miari, presidente do conselho da Cocatrel. Apesar do aumento de 48% das exportações na Cocatrel em relação a novembro do ano passado, o presidente da cooperativa alega que poucos produtores de café têm lucrado com a alta dos preços. “Tem produtores que estão em uma situação muito boa, alguns que estão tentando controlar as suas contas e outros que estão tendo enormes prejuízos. Para a próxima safra, ele já está com um desafio que veio aí de seca e altas temperaturas, uma queda de no mínimo 20% da safra, podendo alcançar números maiores que 30%”, explica. (Fonte: G1 / Foto: Reprodução).