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Em diversas regiões do Sul de Minas, produtores de café, sindicatos e polícias Militar e Civil têm se reunido para discutir medidas de segurança das propriedades durante a safra de 2025, que se inicia neste mês. Isso porque o preço da saca, que tem sido negociada a preços recordes de até R$ 2,5 mil, tem atraído ladrões que chegam a furtar o fruto no pé. “Nós tivemos o maior índice de preços na história, isso atrai. Então, acaba ficando muita mercê de furtos e roubos, tanto de cargas quanto na hora de beneficiamento do produto, quanto também na colheita. Muitos dos produtores estão apreensivos, até mesmo os safristas, porque tem materiais dentro da lavoura”, afirmou o presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas, Fernando Barbosa. Durante a safra aumenta a movimentação nas propriedades, o que torna a segurança mais difícil. Outro problema é que, em algumas propriedades, cafeicultores retiraram as cercas para facilitar a entrada de maquinário. A agricultora Alessandra Peloso, produtora de café em Boa Esperança há mais de três décadas, precisou fazer um investimento grande em segurança. Desde que o preço do café aumentou em junho de 2024, ela foi vítima de furto por três vezes. Não existe uma estatística sobre roubos e furtos nas lavouras e esse é um dos pedidos dos produtores de café, que também pedem rondas policiais noturnas durante o período da colheita. Produtores têm criado grupos de mensagem para assim interligar as propriedades e também facilitar o contato com a polícia para alertar sobre ocorrências de furtos. (Fonte: G1 / Foto: Reprodução).