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O mercado de trabalho formal em Minas Gerais registrou retração em novembro de 2025, com saldo negativo de 8.740 postos de trabalho. O resultado é referente à diferença entre 198.677 admissões e 207.417 desligamentos, segundo levantamento realizado pelo Sebrae Minas, a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo foi influenciado, principalmente, pelo desempenho das médias e grandes empresas (MGE), que registraram perda líquida de 8.734 postos de trabalho no período, e das micro e pequenas empresas (MPE), que também apresentaram saldo negativo, com redução de 277 vagas formais. No acumulado de janeiro a novembro, Minas contabilizou a criação líquida de 151.470 vagas formais, das quais as MPE responderam por, aproximadamente, 80% do total (120.652 vagas). Mesmo com o resultado positivo, o desempenho representa retração de 27,5% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando foram geradas 208.827 vagas (144.597 nas MPE). O setor de Comércio destacou-se como o principal responsável pela geração de vagas em novembro, com saldo positivo de 5.425 postos de trabalho nas micro e pequenas empresas (MPE). As MPE da Construção Civil registraram a maior retração do período, com perda líquida de 3.726 vagas, seguidas pela Agropecuária (-2.605 vagas) e pela Indústria de Transformação (-796 vagas). O mercado de trabalho no Sul de Minas manteve trajetória positiva em novembro, com a criação de 956 novas vagas formais. No recorte municipal, os destaques ficaram para Extrema (2.859 vagas), Varginha (2.594), Pouso Alegre (2.559), Poços de Caldas (1.838) e Lavras (1.119), cidades que concentram polos industriais, comerciais e de serviços e seguem como importantes vetores de desenvolvimento regional. (Fonte: Luciana Trindade / Assessoria de Imprensa Sebrae Minas| Regional Sul / Foto: Reprodução).