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O verão de 2026 pode entrar para a história como um dos mais chuvosos no Sul de Minas. Depois de janeiro e fevereiro registrarem volumes de chuva acima da média histórica, a tendência é de que março mantenha o mesmo padrão, com possibilidade de temporais, nas últimas semanas da estação. Segundo o climatologista da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Paulo Henrique Souza, a combinação de fenômenos atmosféricos tem sido determinante para o cenário observado desde o início do ano. De acordo com ele, a atuação simultânea da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e de áreas de baixa pressão formadas sobre o oceano intensificou o transporte de umidade para a região. “De janeiro para cá, tivemos a junção de dois fenômenos muito poderosos na formação de umidade para precipitação: a zona de convergência do Atlântico Sul e as áreas de baixa pressão que se formam sobre o oceano”, explicou. Esse aporte extra de umidade, ao se encontrar com a ZCAS, que canaliza umidade tanto do oceano quanto da Amazônia, favorece a formação de chuvas volumosas na região. Segundo Souza, a própria topografia do Sul de Minas contribui para agravar os impactos em algumas localidades, resultando em prejuízos, perdas materiais e episódios de destruição registrados nas últimas semanas em na Zona da Mata mineira. De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas devem ficar próximas à média climatológica do mês, no Sul de Minas, mas ainda devem ser intensas em algumas áreas do centro-norte de Minas Gerais. Na imagem, estrago da chuva em Juiz de Fora. (Fonte: G1 / Foto Reprodução).