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A Justiça condenou seis pessoas investigadas na Operação Trem Fantasma, que apurou fraudes em contratos da Prefeitura de Três Pontas (MG). Entre os condenados estão dois ex-secretários municipais. A decisão atendeu denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e reconheceu crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. De acordo com o processo, os condenados faziam parte de um esquema de desvio de dinheiro público relacionado à compra de peças automotivas, sem que houvesse o fornecimento real dos produtos ao município. Durante a operação, deflagrada em 15 de maio de 2018, cinco pessoas foram presas, entre elas os dois ex-secretários municipais. Entre os condenados, quatro receberam penas em regime fechado: José Gileno Marinho (ex-secretário de Transportes e Obras): 16 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, além de 70 dias-multa; Roberto Barros de Andrade (ex-secretário de Fazenda): 17 anos de reclusão e 63 dias-multa; Cesar de Oliveira Pelegrini: 10 anos e 5 meses de reclusão e 45 dias-multa; Ronan Penido Reis: 11 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e 34 dias-multa. Outros dois réus foram condenados por embaraço às investigações e deverão cumprir pena em regime semiaberto: Ralph Duarte Funchal: 5 anos e 4 meses de reclusão e 17 dias-multa; Nicésio Campos Silva: 5 anos e 4 meses de reclusão e 17 dias-multa. A sentença ainda determinou que quatro dos condenados paguem, de forma solidária, indenização por danos causados ao município. O valor inclui R$ 8.920,92 por danos materiais e R$ 500 mil por danos morais coletivos. A decisão é passível de recurso. O CT conversou com um dos advogados de defesa, Francisco de Paula Vitor Braga Filho, o “Braguinha”, que já entrou com recurso e aguarda a redução das penas. (Fonte: G1 / Equipe Positiva / Foto: Arquivo).