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O governo elevou nesta quarta-feira (15) a estimativa para a inflação oficial deste ano, de 4,5% para 5,1%, diante da persistência das pressões sobre os preços, especialmente dos alimentos, e dos reflexos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global. Ou seja, com isso a Fazenda projeta estouro da meta de inflação. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. A revisão consta no “Boletim MacroFiscal”, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Segundo a equipe econômica, apesar da desaceleração do Índices de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, os alimentos continuaram sendo o principal fator de pressão sobre a inflação acumulada no ano. O governo também afirmou que as medidas dessazonalizadas — isto é, tomadas diante de eventos extraordinários, como a guerra — seguem acima do padrão histórico. O Ministério da Fazenda também aponta outros fatores que podem manter a inflação pressionada nos próximos meses. Entre eles estão o espaço remanescente para o repasse dos preços do atacado ao consumidor, o que pode elevar os custos de bens industriais, e o aumento da probabilidade de um El Niño mais intenso. O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, apesar da desaceleração da economia. Se confirmada, será a mesma taxa de crescimento registrada em 2025.(Fonte: G1 / Foto: Ilustrativa Reprodução).
