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Ao estabelecer uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros nesta quarta-feira (15/07), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) listou cerca de 2 mil códigos tarifários que ficaram isentos da nova sanção. A entidade definiu essa lista após ouvir cerca de 77 depoimentos e analisar centenas de contribuições em audiências públicas realizadas entre o começo de junho, quando propôs uma primeira relação de sanções, e esta quarta-feira, quando a Casa Branca implantou a medida. Segundo o USTR, as isenções evitam riscos de desabastecimento da economia americana quando a matéria-prima é crítica e não há como suprir a demanda internamente; protegem cadeias produtivas consideradas estratégicas, quando uma tarifa pode afetar toda a cadeia produtiva; e consideram itens cuja sanção teria baixa efetividade para coibir as práticas brasileiras investigadas. Por outro lado, o escritório comercial rejeitou pedidos de exclusão para alguns itens com base na conveniência econômica das empresas, como aumento de custos, perda de competitividade, dificuldade de substituir fornecedores brasileiros, inexistência de produção doméstica e, em alguns casos, ausência de relação entre o bem e a investigação. No caso do café, a taxa aplicada anteriormente gerou polêmica nos EUA, levando o país a isentar o produto em nova leva de sanções. Atualmente, os Estados Unidos importam anualmente entre 3,7 milhões e 7,6 milhões de sacas de 60 kg de café do Brasil, o que historicamente movimenta cerca de US$ 1,9 bilhão. Esse volume representa cerca de 16% a 20% do total de café exportado pelo Brasil. (Fonte: Redação DW).
