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Três Pontas amanheceu no domingo, 16 de agosto, diferente.
Talvez tenha sido o cansaço de quem passou os últimos dias correndo de um palco para outro. Talvez as músicas que continuavam ecoando na cabeça. Ou aquela sensação difícil de explicar que fica depois de viver algo que, enquanto acontece, a gente já sabe que vai virar lembrança. Depois de dez anos longe do calendário da cidade, o Festival Música do Mundo voltou para casa. E voltou justamente para lembrar algo que Três Pontas nunca deveria esquecer: poucas cidades brasileiras podem contar sua própria história através de tantas canções. Durante cinco dias, praças, bares, o cemitério, a Casa da Cultura e, finalmente, o Aeroporto Leda Mello de Resende se transformaram em palcos. Foi uma semana inteira de música. Mas também de memória, encontros e pertencimento. E, na madrugada de domingo, quando as últimas canções de Nando Reis encerraram a programação, ficou a certeza de que “A Travessia Continua” foi muito mais do que o nome desta edição. Foi quase uma declaração. Confira a cobertura completa do Festival Música do Mundo no Correio Trespontano deste sábado (22). (Fonte: Canal UltraNativo).