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O preço do café voltou a subir com força no mercado brasileiro. A retomada foi provocada pelo atraso da colheita causado pelas chuvas e por novas incertezas sobre o clima, que reacenderam o temor de aperto na oferta. A saca de 60 kg do café arábica registrou alta de mais de 13% em menos de um mês. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a cotação passou de R$ 1.393,57 em 9 de junho, a menor desde outubro de 2024 em termos reais, para R$ 1.578,69 no dia 30. Nesta terça-feira (07), está variando de R$1.880,00 a R$2.020,00 no Sul de Minas. O café robusta também disparou e acumulou alta de 16% em cerca de dez dias. O valor da saca atingiu R$ 1.070,57 na última sexta-feira, dia 3 de julho, em comparação com os R$ 921,46 registrados em 21 de junho. Nesta terça-feira (07), a saca de 60kg pode chegar a R$1.117,00 no Sul de Minas. Chuvas atípicas em junho atrasaram a colheita em Minas Gerais e São Paulo. O excesso de umidade prejudica a secagem do café nos terreiros e faz com que os grãos caiam e germinem no chão, inviabilizando o uso comercial. Os estoques globais de café já estavam baixos e dependiam da safra brasileira para recuperação. Com tendência de perda de qualidade dos grãos, devido às chuvas, cresce a preocupação de que o estoque mundial não seja reforçado como o esperado. Incertezas sobre o clima no segundo semestre aumentam a instabilidade do mercado. Produtores apontam riscos do El Niño, que deve se intensificar nos próximos meses. O evento climático extremo deve gerar instabilidades climáticas em todo o planeta, com impactos esperados para o agronegócio. Setor acredita que a alta de preços deve seguir nos próximos meses. (Fonte: Gustavo Ávila / UOL São Paulo / Foto: Reprodução).
